Nossos sonhos me tornando real a cada instante, meus medos virando poeira em baixo do tapete, e os moveis cada vez mais acolhedores fazem brilhar os olhos, os meus e os teus. O laço apertado na cintura, bem na altura dos meus beijos, respiramos as mesmas esperanças e vivemos o mesmo dilema, deito na cama e me acalmo com teus versos cada vez mais longos, cobranças cada vez mais suplicadas.
Sozinho eu tento segurar pelos pés a tarde que se desfia enquanto uma leve brisa apaga os últimos raios de sol, umas lagrimas querem sair, fotografia dos parentes, parentescos amigáveis que se foram, então eu penso, é o nosso tempo, é a nossa vez que vem chegando devagar, preenchendo lentamente os dias, os céus, os fins de tardes e as xícaras de café.
Eram tantas fotos, varias lições a aprender, tanto erraram que agora com a gente parece até certo demais para eles, nas contradições obscenas da vida são essas que mais me deixam inquieto, com uma certa repulsa de "crescer", lindos são nossos sonhos errados ou proibidos como preferir, meu preferido é fugir sem dizer adeus, são tantos anos.
Minhas manias são tão suas quanto nossas, assim sou, é e somos.
domingo, 27 de maio de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Matrimonio
Estava quase flutuando sobre tudo e todos, sua voz me erguia tão imperante, meu peito explodia ao som de um doce "sim", e todo o ar me invadia, por mais predestinado que fosse aquele momento o teu sorriso me iluminou levando toda a minha razão, nós corremos sob uma chuva em comum ao som de gritos e palmas e sorrisos, correndo por correr, sorrindo por sorrir, felizes apenas de estarmos juntos.
O perfume que senti ao encostar em tua pele tremula, o calor que te passei, os corpos mudos davam ordens e faziam pedidos simultaneamente e mesmo sendo de costume ou não sendo algo tão novo ou inesperado havia algo de mágico no ar, como sempre existiu sem explicação e os toques delirantes no mais intimo e escuro desejo materializavam-se com formas e cores e cheiros quase que imperceptíveis.
Despertando em tudo isso, sorri em sentir teu corpo real, e tudo parecia quase copiado do sonho de que acabara de ter, as mesmas formas, o mesmo sorriso que me fitou aberto em reação ao susto, os mesmos lábios me devoraram sem cerimônia, alianças, novos nomes, assim adormecemos um sobre o outro, em um momento estranho e bonito, pele com pele, estáticos como uma fotografia. E era quase pecado se mover e era mais real que qualquer outra coisa. Teu olhar fitou meu falar clichê, porem sincero ao teu ouvido: Eu te amo.
Despertando em tudo isso, sorri em sentir teu corpo real, e tudo parecia quase copiado do sonho de que acabara de ter, as mesmas formas, o mesmo sorriso que me fitou aberto em reação ao susto, os mesmos lábios me devoraram sem cerimônia, alianças, novos nomes, assim adormecemos um sobre o outro, em um momento estranho e bonito, pele com pele, estáticos como uma fotografia. E era quase pecado se mover e era mais real que qualquer outra coisa. Teu olhar fitou meu falar clichê, porem sincero ao teu ouvido: Eu te amo.
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