terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Matrimonio


  Estava quase flutuando sobre tudo e todos, sua voz me erguia tão imperante, meu peito explodia ao som de um doce "sim", e todo o ar me invadia, por mais predestinado que fosse aquele momento o teu sorriso me iluminou levando toda a minha razão, nós corremos sob uma chuva em comum ao som de gritos e palmas e sorrisos, correndo por correr, sorrindo por sorrir, felizes apenas de estarmos juntos.
  O perfume que senti ao encostar em tua pele tremula, o calor que te passei, os corpos mudos davam ordens e faziam pedidos simultaneamente e mesmo sendo de costume ou não sendo algo tão novo ou inesperado havia algo de mágico no ar, como sempre existiu sem explicação e os toques delirantes no mais intimo e escuro desejo materializavam-se com formas e cores e cheiros quase que imperceptíveis.
  Despertando em tudo isso, sorri em sentir teu corpo real, e tudo parecia quase copiado do sonho de que acabara de ter, as mesmas formas, o mesmo sorriso que me fitou aberto em reação ao susto, os mesmos lábios me devoraram sem cerimônia, alianças, novos nomes, assim adormecemos um sobre o outro, em um momento estranho e bonito, pele com pele, estáticos como uma fotografia. E era quase pecado se mover e era mais real que qualquer outra coisa. Teu olhar fitou meu falar clichê, porem sincero ao teu ouvido: Eu te amo.

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