E a primeira tapa já estalava com força no rosto dele, ela continuava gritando e ele ainda com aquele sorriso indiscreto no canto da boca, isso deixava ela louca ocasionando mais um acesso de fúria, agora eram diversos tapas, não se sabe se as causas eram justas ou não, certas ou erradas, não se sabe. Ele se articulava todo,se justificava,mas não perdia o velho sorriso,parecia que ele compreendia algo a mais,como se soubesse de algo que ela nem imaginava.Ela se erguia imperativa com sua mente conturbada e seus braços agressivos,enlouquecida por aquele sorriso,ao mesmo tempo em que queria bater,desejava ter.Ouviu-se agora um grito de puro ódio,depois o silêncio do amor,ela tentou bater,ele esquivou-se,ela gritou e tentou sair,ele a segurou firme e agora era dono de uma expressão seria,ela o olhou ainda com raiva,porém embriagada de desejos,confusa tentou fugir novamente e ele outra vez a segurava forte,agora bem mais próxima dele,quase abraçados,ai vem aquele beijo meio roubado,meio resistente,mas nenhum dos dois queria parar,e o local estava silencioso,eles se olhavam,ambos incompreendidos por eles próprios,ele voltava a sorrir,ela se envergonhava mas logo lhe beijava ferozmente.Os gritos deram lugar aos sussurros,os tapas continuavam,mas agora eram carinhosos,e também havia beliscões leves,e mordidas,e arranhões e caricias e mais caricias,agora já existiam risadas,e beijos tranqüilos,mas como quem cansa de descansar,eles se detestam de repente,ele sorri,ela grita.Assim são felizes sem saber e continuam suas vidas encharcadas de puro desejo,amor e ódio,combinação perfeita de 3 elementos em 1 relacionamento.De repente outro tapa...

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