Não muito tempo atrás “ele” conheceu uma pessoa, ”ela” lhe disse tudo com apenas um olhar despercebido, ninguém notou. Há pouco tempo atrás não teria dito nada, mas seus olhos nunca souberam mentir, porem sua boca não tem coragem de confessar o que se passa em sua mente, queria que desvendassem seus mistérios, desejava que “ele” desvendasse. Um detetive nato, no exato momento soube o que significava aquilo, sem fé preferiu não acreditar, nem se interessava tanto por “ela”, por não confiar mais em ninguém quis aventurar-se em uma paixão.
Por um breve momento aquilo funcionou perfeitamente, havia sorrisos, eram todos certos de que longos anos se passariam com destreza e felicidade, mas não é possível conviver com uma farsa. ”Ele”, já conseguira o que queria só que aventura sempre tem fim e diferente do que se imagina, não é um final feliz. “Ela”, satisfeita com a situação poderia muito bem sorrir sem alguém, pois já tinha sido desvendada e nada mais importava, apenas desejava sentir uma nova emoção e então caíram lágrimas de ambos os olhares que nem sabiam mais o que expressar, ou ao menos tentar.
O inverno passou, as marcas foram inevitáveis, as lembranças tornaram-se eternas, ”ele” e seus braços buscaram outras a quem segurar, “ela” e suas emoções preferiram outros a quem pudessem se expressar. Os dois seguem distantes e ainda existem sorrisos, a diferença é que hoje são mais honestos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário