Nossos sonhos me tornando real a cada instante, meus medos virando poeira em baixo do tapete, e os moveis cada vez mais acolhedores fazem brilhar os olhos, os meus e os teus. O laço apertado na cintura, bem na altura dos meus beijos, respiramos as mesmas esperanças e vivemos o mesmo dilema, deito na cama e me acalmo com teus versos cada vez mais longos, cobranças cada vez mais suplicadas.
Sozinho eu tento segurar pelos pés a tarde que se desfia enquanto uma leve brisa apaga os últimos raios de sol, umas lagrimas querem sair, fotografia dos parentes, parentescos amigáveis que se foram, então eu penso, é o nosso tempo, é a nossa vez que vem chegando devagar, preenchendo lentamente os dias, os céus, os fins de tardes e as xícaras de café.
Eram tantas fotos, varias lições a aprender, tanto erraram que agora com a gente parece até certo demais para eles, nas contradições obscenas da vida são essas que mais me deixam inquieto, com uma certa repulsa de "crescer", lindos são nossos sonhos errados ou proibidos como preferir, meu preferido é fugir sem dizer adeus, são tantos anos.
Minhas manias são tão suas quanto nossas, assim sou, é e somos.

A sensibilidade que tens para as coisas do coração é impressionante! No mesmo momento que escreves sobre ti, envolves com quem te ler. Parabéns!
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